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Adição de apalutamia ao tratamento do cancro da próstata não reduz qualidade de vida

Novo dados do estudo SPARTAN – que já tinha demonstrado que a adição de apalutamida ao tratamento  padrão melhorava o tempo de sobrevida sem metástases em homens com cancro da próstata – vem agora trazer mais uma boa notícia: é que uma nova avaliação aos dados demonstra também  que a adição da apalutamida  à terapeutica não reduz a qualidade de vida.

Esta nova análise, liderada por Fred Saad, professor e chefe de oncologia urológica da Universidade de Montreal, Hospital Center, Quebec, Canadá, foi publicada on-line  a 10 de setembro pelo The Lancet Oncology.

Através de comunicado da Janssen (laboratório responsável pela terapêutica em causa), o oncologista acentuou a importância de monitorizar e medir o impacto de novos tratamentos na saúde e no bem-estar geral dos pacientes.

“O fato de um tratamento como a apalutamida poder ser adicionado à terapâutica padrão  é um avanço significativo para os pacientes e para os médicos que os tratam”, disse. Ainda de acordo com o clinico, é fundamental conseguir retardar o aparecimento de metástases nesses homens e os resultados agora apresentados são “extremamente reconfortantes”, disse Saad ao Medscape Medical News.

“Os resultados relatados pelos pacientes estão a ganhar cada vez mais importância, uma vez que os sistemas de saúde valorizam, cada vez mais, a experiência do paciente com o tratamento. Entre os homens que têm cancro da próstata a possibilidade de poderem manter a qualidade de vida é um ponto essencial” salientou.