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Instituto da Próstata – 10 Anos

Visão e Pioneirismo

Há 10 anos, sabendo que o cancro da próstata se viria a assumir cada vez mais como um problema major de saúde pública, tornando-se o principal cancro do homem e uma das mais importantes causas de morte por tumor, tivemos a visão de que o desenvolvimento de novas técnicas e novos tratamentos para este tumor permitiriam aliviar o fardo que ele constitui para o homem actual nos países como o nosso.

Investimos por isso em técnicas de diagnóstico e tratamento em que poucos acreditavam e apostavam e às quais preconizavam pouco ou nenhum futuro – e o futuro encarregar-se-ia de nos dar razão.

Fomos pioneiros no desenvolvimento e utilização em Portugal de novas técnicas mais eficazes e menos invasivas como a braquiterapia, a crioterapia e outras técnicas intersticiais, a ressonância multiparamétrica da próstata, as biópsias de fusão, as terapêuticas focais do cancro da próstata ou os tratamentos laser para a Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) como a HOLEP e a HOLAP, entre outras, que são agora considerados o estado da arte e o gold standard no tratamento do cancro da próstata e da HBP.

Embora estas técnicas não estejam ainda disponíveis em muitos centros ou ainda não tenham sido adoptadas por muitos – que continuam a preferir tipos de tratamento mais agressivos dos que os que já estão actualmente disponíveis – elas assumem-se como as de maior eficácia e menores efeitos secundários e complicações para o tratamento do cancro da próstata e da HBP – e é seguramente por aqui que o futuro vai continuar a evoluir, com as novas técnicas futuras a ser cada vez mais sofisticadas e precisas e com uma melhor relação eficácia/efeitos secundários, cada vez mais “minimamente invasivas”.

O Instituto da Próstata foi pioneiro na visão do futuro que aí vinha e que se concretizou, não só no cancro da próstata localizado nas quais os tratamentos anteriores se utilizam mas também no cancro da próstata avançado, já metastizado, em que, justamente há cerca de 10 anos, se começavam a estudar e aplicar novos meios de diagnóstico (como a ressonância magnética, a PET-CT com colina ou a PET-CT com PSMA) e novos fármacos, olhados com desconfiança por muitos urologistas, desconfiados e depois incrédulos com os bons resultados conseguidos em termos de sobrevida, de longevidade mas também, tão ou mais importante, de qualidade de vida

Instituto da Próstata: 10 anos a dar mais qualidade à sua vida

Na nossa visão do momento actual, acreditamos que ainda está para vir um admirável mundo novo no tratamento do cancro da próstata, com técnicas cada vez mais eficazes e menos invasivas, menos agressivas, mais precisas e com menos complicações.

Neste momento em que novas e brilhantes perspectivas se estendem à nossa frente em relação à evolução do tratamento nomeadamente, do cancro da próstata, uns partem mais à frente do que outros, uns estão mais bem apetrechados, mais bem equipados, não só com uma mente mais aberta em relação às novas possibilidades de tratamento mas, sobretudo, com uma mais sólida base de conhecimento, de prática diária e de capacidade instalada (por exemplo, em equipamentos de diagnóstico e tratamento), para permitir saber selecionar os tratamentos disponíveis que são mais eficazes em cada situação, para cada doente, para cada caso.

Porque cada doente é não só um doente mas uma pessoa, individual, diferente, com especifidades próprias e inerentes não só à sua doença, não só em relação a outras doenças que podem coexistir (como cardíacas, pulmonares, endocrinológicas, psicológicas ou outras), mas também em relação a tudo o que o rodeia. Cada homem afectado é um marido, parceiro, viúvo, é um pai, irmão, avô, é membro da comunidade, tem o seu trabalho ou está reformado, tem a sua actividade, é um homem diverso. E se não se conseguirem abordar todos estes aspectos e todos eles tomar em consideração, não se vai conseguir nunca TRATAR esta pessoa, na sua globalidade e nas múltiplas facetas que estão envolvidas no tratamento completo e adequado de doenças como as da próstata, que afectam muito mais do que um pequeno orgão que se situa abaixo da bexiga e que tem uma função muito pouco interessante e relevante, do ponto de vista vital…

Acreditamos que dentro de 10 anos o Instituto da Próstata será um líder ainda mais destacado no combate ao cancro da próstata e à HBP.